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quarta-feira, 26 de abril de 2017
domingo, 16 de abril de 2017
Pedro Moutinho - Mestre Fado
Dizem que o fado mudou... não nego
Só muda o que é bom de mudar... e eu digo
Ser filho do fado é tão bom como ter um amigo
O fado... inventou esta voz e disse:
Se precisares de mim, tens-me aqui, estou contigo
Afinando a amizade
E eu disse: ó mestre, que grande alegria
Lá que tu estás mais novo, e agarrado ao teu povo
Isso já se sabia
Dizem que o fado é antigo... verdade
Antigo é nunca ser velho... e eu digo
Ser filho do fado é tão bom como ter um amigo
O fado... mudou a minha vida e disse:
Canta-me com cuidado, eu sou mais que canção
Eu também sou mulher
E eu disse: ó mestre, lembras-me o o poeta
Vou recordá-lo aqui, há-de haver sempre fado
Quando m homem quiser
Canto no fado o amor... por isso
Reparto a rima por todos.. e digo
Ser filho do fado é tão bom como ter um amigo
Fernando Tordo
Só muda o que é bom de mudar... e eu digo
Ser filho do fado é tão bom como ter um amigo
O fado... inventou esta voz e disse:
Se precisares de mim, tens-me aqui, estou contigo
Afinando a amizade
E eu disse: ó mestre, que grande alegria
Lá que tu estás mais novo, e agarrado ao teu povo
Isso já se sabia
Dizem que o fado é antigo... verdade
Antigo é nunca ser velho... e eu digo
Ser filho do fado é tão bom como ter um amigo
O fado... mudou a minha vida e disse:
Canta-me com cuidado, eu sou mais que canção
Eu também sou mulher
E eu disse: ó mestre, lembras-me o o poeta
Vou recordá-lo aqui, há-de haver sempre fado
Quando m homem quiser
Canto no fado o amor... por isso
Reparto a rima por todos.. e digo
Ser filho do fado é tão bom como ter um amigo
Fernando Tordo
Pedro Moutinho - O Negro Fica-lhe Bem
Vestida de noite escura
De madrugada também
Tem um olhar de ternura
E o negro fica-lhe bem
Tem uma voz que é do vento
Que é do vento e de ninguém
É um grito e um lamento
E o negro fica-lhe bem
Senhora dona do fado
E de Lisboa também
Tens um olhar tão magoado
E o negro fica-te bem.
Black Suits Her Well
Black Suits Her Well
Dressed in dark night
Of early dawn as well
She has a look of tenderness
And black suits her well
She has a voice of the wind
Of the wind and of nobody
It's a cry and a lament
And black suits her well
Lady owner of fado
And of Lisbon as well
You have a look so aggrieved
And black suits you well
Pedro Moutinho - Graça Divina
Ao seguir aquele vulto
Que percorria o labirinto
Descobri que era eu mesmo oculto
Dentro das coisas que sinto
E que só sei dizer em prosa e verso
E quando as canto, eis que pronto surge
A rosa do universo
Que desfila ao meu lado
Entre as mãos de um negro anjo alado
Que distribui lá do meio da neblina e da fumaça
A graça que vem de cima e vem de graça
Porque é a graça e é divina
Caetano Veloso
Que percorria o labirinto
Descobri que era eu mesmo oculto
Dentro das coisas que sinto
E que só sei dizer em prosa e verso
E quando as canto, eis que pronto surge
A rosa do universo
Que desfila ao meu lado
Entre as mãos de um negro anjo alado
Que distribui lá do meio da neblina e da fumaça
A graça que vem de cima e vem de graça
Porque é a graça e é divina
Caetano Veloso
Following that figure
That it ran through the labyrinth
I discovered that it was myself hidden
Within the things I feel
And that I can only say in prose and verse
And when I sing them, that's when it comes
The rose of the universe
What a parade beside me
Between the hands of a black winged angel
That distributes there from the middle of fog and smoke
The grace that comes from above and comes free
Because it is grace and it is divine
Caetano Veloso
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Pedro Moutinho - Mais Um Dia
Hoje o dia amanheceu,
Tão triste, tão triste
Como sempre aconteceu
Desde o dia em que partiste
Chorou o céu, chorei eu
Chorou tudo quanto existe
Hoje o dia anoiteceu
Tão triste, tão triste
Mais um dia, um dia mais
Mais um dia sem calor
A juntar à minha dor
A acrescentar aos meus ais
Mais uma jornada fria
Longe dos meus ideais
Longe da minha alegria
Mais um dia, um dia mais
Filipe PintoJorge Rosa (Fado Meia Noite)
Today the day dawned,
So sad so sad
As always happened
Since the day you left
The sky cried, I cried
Cried everything that exists
Today the day is dark
So sad so sad
One more day, one more day
One more day without heat
Joining my pain
To add to my lists
Another cold journey
Away from my ideals
Away from my joy
One more day, one more day
terça-feira, 11 de abril de 2017
Pedro Moutinho - Colchetes De Ouro
Toma lá colchetes d'oiro
Aperta o teu coletinho
Coração que é de nós dois
Deve andar conchegadinho
P'ra ficar mais lindo ainda
Teu coletinho de rendas
Aqui trago minha querida
A mais modesta das prendas
Não quero que tu te ofendas
Nem que tomes por desdoiro
Não te ofertar um tesouro
Digno de teu coração
Mas dados por minha mão
Toma lá colchetes d'oiro
São minúsculas as estrelas
Que se perderam no ar
E a lua pra reavê-las
Pôs de atalaia o luar
Ainda as pude apanhar
No meu nocturno caminho
E fiz delas com carinho
Estes colchetes, portanto
Minha boneca de encanto
Aperta o teu coletinho
Se fores de noite à rua
Deves guardá-los com jeito
Não quero que a dona lua
Toque ao de leve o teu peito
Que eu sempre guardei respeito
Pela grandeza dos sóis
Mas vim a saber depois
E fiquei compenetrado
Que deve ser respeitado
Coração que é de nós dois
Henrique Rego/Popular Fado Corrido
Take there square brackets
Squeeze your little boy
Heart that is both of us
You should walk around
You can look more beautiful still.
Your little piece of lace
Here I bring my dear.
The most modest of gifts
I do not want you to be offended
Even if you take it for granted
Do not give you a treasure
Worthy of your heart
But given by my hand
Take there square brackets
The stars are tiny
That they got lost in the air
And the moon to get them back
Put the moonlight on
I still got them
On my nocturnal path
And I made them fondly
These brackets, therefore,
My charm doll
Squeeze your little boy
If you go overnight to the street
You should guard them with care.
I do not want the moon mistress
Light touch your chest
That I always kept respect
By the greatness of the suns
But I came to know later.
And I got mixed up
That must be respected
Heart that's both of us
Pedro Moutinho - Primeira Dança
Eu perdia a noite inteira
Sempre à espera que chegasses
Só, sentado na cadeira
Na esperança que dançasses
Rezava à minha maneira
Entretanto aparecias
Entre todos à vontade
Aos meus olhos desmentias
Essa falsa liberdade
Que de mim nunca escondias
Alguém surgia a correr
E te levava sem medos
Eu não te queria perder
Nem por sombras nem enredos
Que eu pudesse desfazer
Atraindo o teu olhar
Na leveza do meu passo
Convidei-te para dançar
Na certeza de um abraço
Que nos fez acreditar
Aldina Duarte/Miguel Duarte(Fado Seixal)
Sempre à espera que chegasses
Só, sentado na cadeira
Na esperança que dançasses
Rezava à minha maneira
Entretanto aparecias
Entre todos à vontade
Aos meus olhos desmentias
Essa falsa liberdade
Que de mim nunca escondias
Alguém surgia a correr
E te levava sem medos
Eu não te queria perder
Nem por sombras nem enredos
Que eu pudesse desfazer
Atraindo o teu olhar
Na leveza do meu passo
Convidei-te para dançar
Na certeza de um abraço
Que nos fez acreditar
Aldina Duarte/Miguel Duarte(Fado Seixal)
I wasted all night.
Always waiting for you to arrive
Just sitting on the chair
Hoping that you would dance
I prayed my way
Meanwhile you appeared
Between everyone at will
In my eyes you denied
This false freedom
What do you never hide from me?
Someone came running
And carried you without fears
I did not want to lose you.
Neither by shadows nor entanglements
That I could undo
Attracting your look
In the lightness of my step
I invited you to dance.
In the certainty of a hug
That made us believe
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Pedro Moutinho - Paradoxos Do Amor
Há no seu jeito inseguro
Um toque de charme puro
Que desnorteia e emudece
São coisas que não se entendem
Mas sei que muito me prendem
Dum modo que não se esquece
É como ter sempre um muro
Não ver além um futuro
Sem que por ela não passe
Pousar a mala na estrada
E ver a vida adiada
Como se alguém a levasse
As leis precisas do amor
E os predicados da dor
Andam sempre lado a lado
Amar é ter por condão
Estar preso e dessa prisão
Não querer ser libertado
Rogério Oliveira /Miguel Ramos (Fado Oliveira)
There is in your insecure way
A touch of pure charm
What a bewilderment and silence
They are things that are not understood
But I know how much I'm caught
In a way you do not forget
It's like having a wall all the time.
Do not see beyond a future
Without it not passing through
Put the suitcase on the road
And see life postponed
As if someone took her
The precise laws of love
And the predicates of pain
Always walk side by side
To love is to have for
Being imprisoned and imprisoned
Do not want to be released
Pedro Moutinho - Sem Sentido
Naquela noite sem lua
Talvez por andar perdido
Entrei pela tua rua
Em sentido proibido
Tentei fazer marcha-atrás
Mas disseste divertida
Que o sentido tanto faz
A rua não tem saída
Começando a sentir frio
E sendo já noite morta
Ao ver um lugar vazio
Estacionei à tua porta
Que sentido tão perverso
Teve essa noite sem lua
Andar em sentido inverso
Pr'a acabar na tua rua
Se faz sentido não sei
Mas não estou arrependido
Dos sentidos que encontrei
Nessa noite sem sentido
Manuel Freitas/Joaquim Campos (Fado Rosita)
That moonless night
Maybe because you're lost
I entered your street
In a forbidden sense
I tried to reverse
But you said fun
That the meaning makes so much
The street has no way out
Starting to feel cold
And being dead tonight
When you see an empty place
I parked at your door
What a wicked sense
Had this moonless night
Walk in reverse
I can end up on your street.
If it makes sense I do not know
But I'm not sorry
From the senses I found
This nonsense night
Pedro Moutinho - Palavras Minhas
palavras como um sol que me queimava,
olhos loucos de um vento que soprava
em olhos que eram meus, e mais felizes.
Palavras que disseste e que diziam
segredos que eram lentas madrugadas,
promessas imperfeitas, murmuradas
enquanto os nossos beijos permitiam.
Palavras que dizias, sem sentido,
sem as quereres, mas só porque eram elas
que traziam a calma das estrelas
à noite que assomava ao meu ouvido...
Palavras que não dizes, nem são tuas,
que morreram, que em ti já não existem
- que são minhas, só minhas, pois persistem
na memória que arrasto pelas ruas.
Pedro Tamen/Carlos Manuel Proença (Fado Sereno)
Words you said and no longer say,
Words like a sun that burned me,
Crazy eyes of a wind that blew
In eyes that were mine, and happier.
Words you said and said
Secrets that were slow dawns,
Imperfect, murmured promises
While our kisses allowed.
Words that you said, meaningless,
Without wanting them, but only because they were
That brought the calm of the stars
The night that was looming in my ear ...
Words that do not say, nor are yours,
Who died, who no longer exist in you
- that are mine, only mine, because they persist
In the memory that I drag through the streets.
Pedro Moutinho - Meu Amor Na Despedida
Meu amor na despedida,
Nem uma fala me deu.
Deitou os olhos ao chão,
Ficou a chorar mais eu.
Demos as mãos, na certeza,
De que as dávamos amando.
Mas, ai aquela tristeza,
Que há sempre, neste "até quando".
Uma lágrima surgiu,
E pela face correu.
Nada podemos dizer,
Ficou a chorar mais eu.
António Botto / Manuel De Almeida (Fado Antigo)
My love in farewell,
Not a speech gave me.
She looked down at the floor,
She started to cry more.
Let us hold hands, in certainty,
That we gave them love.
But, oh that sadness,
That there is always, in this "how long."
A tear came up,
And on the face ran.
Nothing we can say,
She started to cry more.
Pedro Moutinho - Sem Sentir Não Sei Viver
Se o fado não tem idade
Todos sabem se é verdade
Sem saber qual o porquê
Cada qual canta o que sente
Pois se a alma nunca mente
Não se esconde nem se vê
É loucura querer contar
Quantas ondas tem o mar
E julgar que vou esquecer
Eu queria parar o tempo
Ser feliz nesse momento
Não ter nada que entender
Só quem chora sabe bem
A mágoa que o fado tem
A alegria de o saber
Por saber, trago incerteza
Por pensar, trago tristeza
Sem sentir, não sei viver
Aldina Duarte / Francisco José Marques (Fado Zé Negro)
If fado has no age
Everyone knows if it's true
Without knowing why
Everyone sings what they feel
For if the soul never lies
Do not hide or see
It's crazy to want to count.
How many waves does the sea have?
And to judge that I will forget
I wanted to stop time
Be happy then
Have nothing to understand
Only those who weep know well
The hurt that fado has
The Joy of Knowing
To know, I bring uncertainty
For thinking, I bring sadness
Without feeling, I do not know how to live
Pedro Moutinho - A Rua Do Desencanto
Maré solta sem abrigo
Tem pedras feitas de pranto /
Como cumprindo um castigo
Uma vida de abandono /
Começa onde quer findar
Noites e noites sem sonho /
Dias sem querer acordar
Escuridão feita de medo /
Vozes roucas de ciúme
Vão murmurando em segredo /
Como se fosse um queixume
Versos perdidos, de fado /
Pobres sombras desmaiadas
Ficam juntas no pecado /
Das mesmas horas paradas
A alma na noite morta /
Na promessa dum desejo
Como parede sem porta /
Ou boca que quer um beijo
É resto de madrugada /
Pedaço de rima solta
Desespero em mão fechada /
Ou esperança que já não volta
Fernando Peres / Jaime Santos
The Street of Disenchantment /
Homeless tide
There are stones made of weeping /
As punishing
A life of abandonment /
Start where you want to end
Nights and nights without dream /
Days without waking up
Darkness made of fear /
Voices hoarse with jealousy
They are whispering in secret /
Like it was a whine
Lost, fado /
Poor shadows
They stand together in sin /
Same hours stopped
The soul in the dead night /
In the promise of a desire
As wall without door /
Or mouth that wants a kiss.
It is rest of dawn /
Piece of loose rhyme
Despair in the closed hand /
Or hope that does not come back
Pedro Moutinho - Contemplo O Que Não Vejo
Contemplo o que não vejo.
É tarde, é quase escuro.
Quanto em mim desejo
Está parado ante o muro.
Por cima o céu é grande;
Sinto árvores além;
Embora o vento abrande,
Há folhas em vaivém.
Tudo é do outro lado,
No que há e no que penso.
Nem há ramo agitado
Que o céu não seja imenso.
Confunde-se o que existe
Com o que durmo e sou.
Não sinto, não sou triste.
Mas triste é o que estou.
Fernando Pessoa/Armando Augusto Freire(Fado Alexandrino)
I contemplate what I do not see.
It's late, it's almost dark.
How much I desire
He stands before the wall.
Heaven above is great;
I feel trees beyond;
Although the wind slows down,
There are shuttle pages.
Everything is on the other side,
What there is and what I think.
There is neither agitated branch
May the sky not be immense.
It confuses what exists
With what I sleep and am.
I do not feel, I'm not sad.
But sad is what I am.
Pedro Moutinho - Lisboa Mora Aqui
Lisboa mora aqui /
Na rua do meu fado
Nos becos do meu peito /
Arma paredes meias
Lisboa mora aqui /
Poema consumado
E seu rio prefeito /
Pulsa nas minhas veias
Lisboa mora aqui
E as portas da cidade
Abrem-se á voz que sou
Com a chave duma rima;
Lisboa mora aqui
E sente-se á vontade
Nos versos que lhe dou
Que mais nos aproxima
Lisboa mora aqui /
Canta em desassossego
Com lábios de cetim /
Da cor do coração
Lisboa mora aqui /
Na alma em aconchego
Lisboa mora em mim /
Ninguém me diga que não
Mário Raínho / Martinho D'assunção (Fado Alexandrino)
Lisbon lives here /
In the street of my fado
In the alleyways of my chest /
Weapon walls stockings
Lisbon lives here /
Consummate poem
And its river mayor /
Pound in my veins
Lisbon lives here
And the city gates
Open to the voice that I am
With the key of a rhyme;
Lisbon lives here
And feel at ease
In the verses I give you
What else brings us closer
Lisbon lives here /
Sing in unrest
With satin lips /
The color of the heart
Lisbon lives here /
In the soul in warmth
Lisboa Lives in:
No one tell me no
Pedro Moutinho - O Medo de Acordar
O medo de acordar no teu cansaço
Revolta o meu desejo renegado
No grito dizes tudo o que eu não faço
E guardas a amargura do passado
Inventa sobre o rio outra passagem
Aquela que permita o nosso encontro
Não sei porque perdemos a coragem
De olhar e desfazer o desencontro
Meu Deus, olha por nós nesta saída
Fechamos o regresso ao coração
Havemos de encontrar a fé perdida
Na força duma esperança sem razão
Aldina Duarte e Júlio Proença (Fado Esmeraldinha)
Fear of waking up in your tiredness
Revolt my renegade desire
In the shout you say everything I do not do
And you guard the bitterness of the past.
Invents on the river another passage
The one that allows us to meet
I do not know why we lost our courage.
To look and undo the mismatch
My God, look at us on this exit.
We close the return to the heart
We will find the lost faith
In the strength of an unreasonable hope
Pedro Moutinho - Não Disse Nada Amor
foi o rio que falou com a minha voz
a dizer que era noite e é madrugada
a dizer que eras tu e somos nós.
A dizer os mil rostos e Lisboa
ao longo do teu rosto se te beijo.
À luz de um pombo chamo Madragoa
e Bairro Alto ao mar se te desejo.
Não disse nada, amor. Juro, calei-me:
foi uma voz que ao longe se perdeu.
Cuidei que era Lisboa e enganei-me
pensei que éramos dois e sou só eu.
Antonio Lobo Antunes / Miguel Ramos (Fado Alberto)
He said nothing, my love, he said nothing:
It was the river that spoke with my voice.
To say that it was night and it is dawn
To say that it was you and it is us.
To say the thousand faces and Lisbon
Along your face if I kiss you.
In the light of a pigeon I call Madragoa
And Bairro Alto to the sea if you wish.
I did not say anything, my love. I swear, I said to myself:
Was a voice that in the distance was lost.
I thought it was Lisbon and I was wrong.
I thought it was two of us and it's just me.
Pedro Moutinho - Não Sabe Como Voltar
Onde andará meu amor
Perdido dos meus caminhos
Foi pela rua da dôr
Por entre cardos e espinhos
O meu amor abalou
Em busca d´outro lugar
Ao abalar só me disse
Que tardaria em chegar
Anda com tal azedume
Tão amargo de tragar
Qu enleado no queixume
Não sabe como voltar
O meu amor anda a monte
De olhos postos no chão
Mas basta-lhe erguer a fronte
E encontra o meu coração
Rogério de Oliveira / Fontes Rocha (Fado Isabel)
Where will my love go?
Lost in my ways
Went to the street of pain
Between thistles and thorns
My love shook
In search of another place
Shaking just told me
What would it take to get there?
Walk with such sourness
So bitter to swallow
What a nonsense
Not sure how to get back
My love, go to the mountains.
With eyes on the ground
But all you have to do is lift your forehead
And find my heart.
Pedro Moutinho - Os Lugares por Onde Andámos
Os lugares por onde andamos
Letra: João Ferreira Rosa
Música: Franklim Godinho
Intérprete: Pedro Moutinho
Tom: A
Intro: F G F E7 F G E7
E7 A Bm E7 A
I
A E7
Os lugares por onde andámos
A
Não os esqueço, meu amor
E7
Os lugares por onde andámos
A F
Não os esqueço, meu amor
G F E7 F
Nem tudo quanto falámos
G F E7
Quer seja alegria ou dor
E7 A
Nem tudo quanto falámos
Bm E7 A
Quer seja alegria ou dor
II
A E7
O tempo dantes corria
A
Que parecia não ter fim
E7
O tempo dantes corria
A F
Que parecia não ter fim
G F E7 F
Agora não passa um dia
G F E7
Sem passar um ano em mim
E7 A
Agora não passa um dia
Bm E7 A
Sem passar um ano em mim
III
A E7
Teus olhos são o meu norte
A
Teus passos o meu caminho
E7
Teus olhos são o meu norte
A F
Teus passos o meu caminho
G F E7 F
O teu riso a minha sorte
G F E7
Tuas mãos o meu carinho
E7 A
O teu riso a minha sorte
Bm E7 A
Tuas mãos o meu carinho
IV
A E7
Se me disserem um dia
A
Que a cantar te fiz chorar
E7
Se me disserem um dia
A F
Que a cantar te fiz chorar
G F E7 F
Eu juro que não sabia
G F E7
Que entendias meu cantar
A
Eu juro que não sabia
Bm E7 A E7 A
Que entendias meu cantar
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