Por muito que me revolte Seres somente uma miragem Pra onde quer que me volte Vejo sempre a tua imagem Imagem que me enlouquece Como um louco no deserto Que do nada me aparece E tão distante és tão perto Vejo-te envolta em poeira Ou transparente cristal E a loucura é mais inteira O sonho quase real Por muito que me revolte Seres somente uma miragem Pra onde quer que me volte Vejo sempre a tua imagem Mário Rainho / Francisco Viana (Fado Vianinha)
Vou usar o teu silêncio, não o vais querer ouvir Vou usar o teu silêncio, não o vais querer ouvir A desfazer-me os sonhos vou devolver-to e partir... A desfazer-me os sonhos vou devolver-to e partir... Porque me esgotas num jogo, naquele que dá as cartas Porque me esgotas num jogo, naquele que dá as cartas Não colori a avalanche a negro e sombra cores gastas Não colori a avalanche a negro e sombra cores gastas Se eu morro na tua escolha, como me deixas fugir Se eu morro na tua escolha, como me deixas fugir Amarro sonhos e vou para onde nunca quis ir Amarro sonhos e vou para onde nunca quis ir Amar-te assim querendo tanto, que fosse igual o teu querer Amar-te assim querendo tanto, que fosse igual o teu querer Faço de conta por ti já nada que devas saber Faço de conta por ti já nada que devas saber... Miguel Guedes / Francisco Viana(Fado Vianinha)
Viajei por toda a terra Desde o norte até ao sul Em toda a parte do mundo Vi mar verde e céu azul Em toda a parte vi flores Romperem do pó do chão Universais, como as dores do mundo Que em toda a parte se dão Vi sempre estrelas serenas E as ondas morrendo em espuma Todo o sol, um sol apenas E a lua sempre só uma Diferente de quanto existe Só a dor que me reparte Enquanto em mim morro triste Nasço alegre em toda a parte