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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Ana Moura - Desculpa (seria Quase Voz)




Desculpa de não ser como tu queres
De ser o lado errado entre nós
Aperta-me em teus braços de mulher
Disseste-o num soluço quase voz

Desculpa não ser mais p'ra te oferecer
No tudo que te dou e que é tão pouco
Repousa-me em teus braços de mulher
Disseste tu num tom velado e rouco

Desculpa a pequenez que me apequena
Aos teus olhos adultos penetrantes
Acolhe com piedade a alma enferma 
Disseste à flor dŽuns lábios delirantes

Desculpa por te olhar aquém do pranto
Que dos meus olhos corre ao estarmos sós
Desculpa por ainda te amar tanto
Disseste-o num soluço quase voz
Jorge Fernando / Raúl Pereira (Fado Zé Grande)
Sorry for not being like you want
To be the wrong side between us
Hold me in your arms as a woman.
You said it in an almost voice sob.

Sorry, I can not offer you anymore
In everything I give you and that is so little
Lie down in your arms as a woman.
You said you in a hushed and hushed tone.

Sorry for the smallness that saps me
To your penetrating adult eyes
Welcome the sick soul with pity
You said to the flower of your delirious lips

Sorry for looking at you short of crying.
What of my eyes when we're alone?
Sorry for the fact that I still love you so much.
You said it in an almost voice sob.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Fado Zé Grande

Autor . Raúl Pereira
Alguns exemplos deste fado:

Fernando Maurício - Feira da Ladra



Fui à Feira da Ladra, a mais bizarra
Das feiras com a marca do passado,
E vi num ferro-velho uma guitarra
De tampo, sujo, negro e desgrudado!


No fundo uma etiqueta já sem cor
Ocultava um retrato que ficou
E que era de um famoso tocador
Que a morte há muitos anos já levou!


Quatro cordas em rugas de cantigas
Se nada mais fizessem recordar,
Lembravam quatro décimas antigas
À volta de uma quadra popular!


Comprei aquela jóia que se enquadra
Em tudo o que são velhas raridades,
Ainda é preciso haver Feira da Ladra
P’ra nos mostrar o preço das saudades!
Raul Pereira / Carlos Conde (Fado Zé Grande) 
I went to Feira da Ladra, the most bizarre
Of the fairs with the mark of the past,
And I saw in a junkyard a guitar
Top, dirty, black and unglued!


In the background an already colorless label
He hid a portrait that
And that was from a famous dresser
That death many years ago already took!


Four strings in wrinkles of songs
If they did not remember anything else,
They remembered four old tenths
Around a popular block!


I bought that jewel that fits
In all that are old rarities,
There still needs to be a Flea Market
To show us the price of "saudades"

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