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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Ana Moura - Ninharia




Foi nessa noite maldita
Que abri a porta à desdita
De que só eu sou culpada
Precipitada, incontida
Expulsei-te da minha vida
Por uma coisa de nada

Quando ela vinha a passar
Cismei ver no teu olhar
Um brilho que me ofendia
E logo rompi os laços
Atirei-te p'rós seus braços
Só por essa ninharia

O que fiz não tem remédio
Tudo é solidão e tédio
Não mereço ser feliz
Porque não fui eu capaz
De logo voltar atrás
E desfazer o que fiz?

Agora, quando te vejo
Suspiro pelo teu beijo
Mas nem pergunto aonde vais
Chamo baixinho o teu nome
Na culpa que me consome
Mas sei que é tarde demais
Maria do Rosário Pedreira / Carlos da Maia (Fado Carlos da Maia)
It was that damn night
That I opened the door to misery
That only I am guilty
Hasty
I got you out of my life
For a thing of nothing.

When she was coming
Cismei see in your eyes
A glow that offended me
And then I broke the ties.
I threw you to your arms
Just for this trifle

What I did not have medicine
All is solitude and boredom
I do not deserve to be happy
Because I was not able
Let's go back
And undo what I did?

Now, when I see you
I sigh for your kiss
But I do not even wonder where you are going.
I'll call your name softly.
In the guilt that consumes me
But I know it's too late.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Fado Carlos Da Maia

Autor . Carlos da Maia
Alguns exemplos deste Fado

Fernando Maurício - Boa Noite Solidão




Boa-noite solidão
Vi entrar pela janela
O teu manto de negrura;
Quero dar-me á tua mão
Como a chama duma vela
Dá a mão, á noite escura

Os teus dedos, solidão
Despenteiam a saudade 
Que ficou no lugar dela
Espalhas saudades p'lo chão
E contra a minha vontade 
Lembras-me a vida com ela

Só tu sabes, solidão
A angústia que traz a dôr 
Quando o amor, a gente nega
Como quem perde a razão
Afogando o nosso amor 
No orgulho que nos cega

Com o coração na mão
Vou pedir-te, sem fingir 
Que não me fales mais dela
Boa-noite solidão
Agora quero dormir 
Porque vou sonhar com ela
Jorge Fernando / Carlos Da Maia (Fado Carlos da Maia)

Good evening loneliness
I saw it come through the window
Your cloak of blackness;
I want to give myself to your hand
How the flame of a candle
Give the hand, the dark night.

Your fingers, loneliness
The
What remained in her place
I missed you on the floor
And against my will 
You remind me of life with her

Only you know, loneliness
The anguish that brings the pain 
When love, we deny
As one who loses reason
Drowning our love
In pride that blinds us

With my heart in my hand
I'll ask you without pretending.
Do not tell me more about her
Good night solitude
Now I want to sleep
Because I'm going to dream about her.
Jorge Fernando / Carlos Da Maia (Fado Carlos da Maia)

terça-feira, 4 de abril de 2017

Ana Moura - Ninharia



Foi nessa noite maldita
Que abri a porta à desdita
De que só eu sou culpada
Precipitada, incontida
Expulsei-te da minha vida
Por uma coisa de nada

Quando ela vinha a passar
Cismei ver no teu olhar
Um brilho que me ofendia
E logo rompi os laços
Atirei-te p'rós seus braços
Só por essa ninharia

O que fiz não tem remédio
Tudo é solidão e tédio
Não mereço ser feliz
Porque não fui eu capaz
De logo voltar atrás
E desfazer o que fiz?

Agora, quando te vejo
Suspiro pelo teu beijo
Mas nem pergunto aonde vais
Chamo baixinho o teu nome
Na culpa que me consome
Mas sei que é tarde demais.
Maria do Rosário Pedreira/ Carlos da Maia ( Fado Carlos da Maia)
It was that damn night
That I opened the door to misery
That only I am guilty
Hasty
I got you out of my life
For a thing of nothing.

When she was coming
Cismei see in your eyes
A glow that offended me
And then I broke the ties.
I threw you into your arms
Just for this trifle

What I did not have medicine
All is solitude and boredom
I do not deserve to be happy
Because I was not able to
Let's go back
And undo what I did?

Now, when I see you
I sigh for your kiss
But I do not even wonder where you are going.
I'll call your name softly.
In the guilt that consumes me
But I know it's too late.
Maria do Rosário Pedreira / Carlos da Maia (Fado Carlos da Maia)

sexta-feira, 31 de março de 2017

Aldina Duarte - Muro Vazio

A folhagem rente ao muro
No silêncio quase escuro
Cresceu pouco e devagar;
Dia a a dia fui esperando
Sem saber bem até quando
Pelas flores que quis plantar

Mesmo em frente à tua casa
Esse muro quase branco 
De verde o queria cobrir
As flores vieram depois
Discretas, para nós dois 
Só para te ver a sorrir

Sem as flores te vi partir
Nesse instante quis fugir 
Para além do muro vazio
Hoje o verde acorda os dias
Adormece as noites frias 
Mas as flores, ninguém as viu

Letra - Aldina Duarte
Música - Carlos da Maia (Fado Carlos da Maia)
The foliage close to the wall
In the near dark silence
He grew slowly and slowly;
Day by day I waited
Not knowing very well until when
For the flowers I wanted to plant

Right in front of your house
This almost white wall
I wanted to cover it in green.
The flowers came later
Discreet for both of us
Just to see you smile

Without the flowers I saw you go
At that moment I wanted to escape
Beyond the empty wall
Green today wakes up the days
Numb the cold nights
But the flowers, no one saw them

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