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quarta-feira, 12 de abril de 2017

António Rocha - De Quem São as Chinelinhas




De que são as chinelinhas
Que andavam no bailarico,
De que são as chinelinhas
Que andavam no bailarico,
Eu vi-as bailar sozinhas
Não devem ter namorico
Eu vi-as bailar sozinhas
Não devem ter namorico


Gosto delas podem crer
Como se elas fossem minhas
Mas não consigo saber
De que são as chinelinhas
Mas não consigo saber
De que são as chinelinhas


Dia e noite em busca delas
Mas sem saber eu não fico
De quem são essas chinelas
Que andavam no bailarico
De quem são essas chinelas
Que andavam no bailarico


Como é possível tão belas
Como duas avezinhas
Se ninguém bailasse com elas
Eu vi-as bailar sozinhas
Se ninguém bailasse com elas
Eu vi-as bailarem sozinhas


Se elas andavam assim
Sozinhas no bailarico
Se elas andavam assim
Sozinhas no Bailarico
Talvez esperem por mim
Não devem ter namorico
Talvez esperem por mim
Não devem ter namorico
Manuel Pardal/Armando Freire (Fado da Adiça)
What are the slippers
Who were walking in the dancer,
What are the slippers
Who were walking in the dancer,
I saw them dancing alone
They should not have flirt
I saw them dancing alone
They should not have a flirt


I like them I can believe
As if they were mine
But I can not know
What are the slippers
But I can not know
What are the slippers


Day and night in search of them
But without knowing it I do not
Whose are these flip flops?
Who was walking in the bailarico
Whose are these flip flops?
Who was walking in the bailarico


How is it possible so beautiful?
Like two little birds
If nobody were to dance with them
I saw them dancing alone
If nobody were to dance with them
I saw them dancing alone


If they walked like this
Alone in the Ballerina
If they walked like this
Alone in the Bailarico
Maybe wait for me
They should not have flirt
Maybe wait for me
They should not have flirt

sexta-feira, 17 de março de 2017

António Rocha - Chorai fadistas chorai

Chorai, fadistas, chorai
Que a Severa já morreu
Nunca o fado conheceu  (bis)
Sinos nas torres, dobrai

Chorai fadistas, chorai  (bis)
Cruzes viradas ao céu
Que a Severa já morreu  (bis)
Mas sempre de alma sincera
Fadistas como a Severa  (bis)
Em que sempre se envolveu
Nunca o fado conheceu  (bis)


Fadistas como a Severa


Trinai, guitarras de pinho
Chorai, pedras do caminho


Ponham em todas as velas
Digam às próprias estrelas


Viveu e amou em pecado
Jamais cantarão o fado


A desgraça foi a graça
Mas fadista de tal raça 

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