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sábado, 1 de abril de 2017

Katia Guerreiro - A Cidade Saudade

Quando as pedras do caminho 
vão chorando de mansinho
por te ver já de partida 

E a cidade estende os braços 
com a saudade dos teus passos 
pro fundo de uma avenida 

Fica tudo tão de frente 
para o tempo e derrepente 
toda a cidade é só minha 

Presa na margem do rio 
sou como um barco vazio 
rumo ao futuro sozinha 

E as palavras que eu invento 
da tristeza do momento 
de te ver partir agora 

São palavras são carinhos 
são os restos dos espinhos 
do nosso amor que demora

E a cidade entristecida 
dorme a noite recolhida 
porque a lembrança é sorrir

Como quem espera em ternura 
que um dia a nossa procura
possas voltar sempre aqui 

Como quem espera em ternura 
que um dia a nossa procura 
possas voltar sempre aqui
When the stones of the path
Go crying softly
For seeing you already leaving

And the city stretches out its arms
Missing your steps
To the bottom of an avenue

It's all so front
For the time and suddenly
The whole city is mine alone.

Stuck on the river bank
I'm like an empty boat
To the future alone

And the words that I invented
Of the sadness of the moment
To see you leave now

These are words that are affectionate.
Are the remains of the thorns
Of our delaying love

And the city saddened
Sleep the night gathered
Because the memory is smiling

As one who waits in tenderness
That one day our search
Can you always come back here?

As one who waits in tenderness
That one day our search
Can you always come back here?

sexta-feira, 31 de março de 2017

Aldina Duarte - Amor em Dó Maior


Passa o tempo e não apaga
A memória que a semente
Guarda da mão que a plantou
Quem diz que o amor se acaba
Ou quer esconder o que sente
Ou nunca na vida amou

Eu tive um amor tão grande
Que quando o perdi, não nego
Já não quis amar ninguém
E, por mais que a razão mande
Meu coração ficou cego
Aos encantos de quem vem

Quem nunca esconde o que sente
Vai contar hoje essa história
De um amor que não vingou
Passa o tempo, e a semente
Guarda consigo a memória
Da mão que um dia a plantou
Quem nunca esconde o que sente
Não pode esquecer a história
Desse amor que não vingou

Maria do Rosário Pedreira/Casimiro Ramos (Fado Três Bairros)

Spends the time and does not turn off
The memory that the seed
Guardian of the hand that planted it
Who says love is gone
Or you want to hide what you feel
Or never in life did you love

I had such a great love.
That when I lost it, I do not deny it
I did not want to love anyone anymore
And no matter how much reason
My heart went blind
To the charms of those who come

Who never hides what he feels
You will tell this story today.
Of a love that did not avenge
Pass the time, and the seed
Keeps your memory in
From the hand that once planted it
Who never hides what he feels
Can not forget the story
Of this love that did not avenge

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