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sábado, 29 de abril de 2017
Alfredo Marceneiro - Nos Tempos Em Que Eu Cantava
Nos tempos em que eu cantava
Pelos recintos bairristas
Era o fado mais canalha
Mas havia mais fadistas
Os que me veem tristonho
Quando os meus cantares disperso
Não sabem que vivo imenso
Na divagação de um sonho
Quando em retorno transponho
Da vida a breda brava
Que fundas rugas me cava
E o bom humor me dilui
Recordo triste o que fui
Nos tempos em que eu cantava
Se recordar é viver
Só de recordações vivo
Com o coração cativo
Ao que não posso esquecer
Parece que estou a ver
As multidões tão simplistas
Num culto igual aos ...
Ouvindo em silencio o fado
Tal como era cantado
Pelos recintos bairristas
Entre fadistas de lei
Com meu concurso não falto
Tenho orgulho em ser da ...
dos fados do bairro alto.
Fernando Teles / João Rosa (Fado Rosa)
sexta-feira, 31 de março de 2017
Aldina Duarte - Uma Amante
Pesa o tempo condenado
Contra as leis do meu destino
Pouco pode ser mudado
Neste mundo pequenino
Se de meu não tenho nada
Para além da primavera
Trago a vida ameaçada
No meu corpo à tua espera
Tenho um amor inventado
Num segredo muito antigo
E um vestido alinhavado
Que envelhece só comigo
Se a medida do meu tempo
É esperar-te até ao fim
Quero ser a voz do vento
Quando estás longe de mim
Aldina Duarte / António Rosa (Fado Rosa)
Weigh the time condemned
Against the laws of my destiny
Little can be changed
In this little world
If I have nothing
Beyond spring
I bring life threatened
In my body waiting for you
I have an invented love.
In a very old secret
And a dress backdrops
That you only grow old with me
If the measure of my time
It's to wait until the end.
I want to be the voice of the wind
When you're far from me
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