sábado, 29 de abril de 2017

Aldina Duarte - Barro Divino




Mesmo nas horas felizes, se as há
Alguma coisa é proibida
Posse impossível, distante, que dá
Sentido diferente à vida

O insaciável que existe na gente
Domina a nossa vontade
Triste final duma crença diferente
Diferente da felicidade

E sem saber até onde, o destino
É ou não o que se quer
Somos a lama, o barro divino
Que cada um julga ser

Na minha voz a cantar, corre o pranto
Dum ser que não se entendeu
E assim procuro encontrar o encanto
Que a vida p'ra mim perdeu

A revoltante maldade duns poucos
Espalha o ódio à sua volta
E faz da terra um inferno de loucos
Onde a razão se revolta

Pois quer se acredite ou não no destino
Todos seremos sem querer
Simples poeira de barro divino
Que cada um julga ser
Álvaro Duarte Simões
Even in happy hours, if there are
Something is forbidden.
Possession impossible, distant, that gives
Different meaning to life

The insatiable that exists in people
Master our will
Sad end of a different belief
Different from happiness

And without knowing how far, destiny
Is it what you want or not?
We are the mud, the divine clay
Which each one thinks is

In my singing voice, crying
Something that was not understood
And so I try to find the charm
That life has lost me

The revolting evil of a few
Spread the hatred around you
And makes the earth a hell of crazy
Where reason revolts

Whether you believe in destiny or not
We will all be unwitting
Simple dust of heaven
Which each one thinks is

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